domingo, 3 de agosto de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
Está lançado o desafio: O mundo será melhor quando meninos brincarem de boneca?
Desafio!
Atenção turmas dos 8º e 9º Ano!
Vocês estão sendo desafiados a escrever uma carta a autora
dos textos “O mundo será melhor quando
meninos brincarem de boneca” e “Quem não sabe debater xinga”, Sabine, especialista em políticas de educação e escreve para a
Folha de São Paulo.
Deixe seu comentário abaixo dos textos publicados.
Sabine Righetti
É especialista em políticas de educação e ciência.
Sabine Righetti
É especialista em políticas de educação e ciência.
O mundo será melhor quando os meninos
brincarem de boneca
Por
sabine -
19/02/14 16:12 Outro dia participei de um debate sobre direitos da criança e do adolescente que acabou chegando à questão dos brinquedos.
Sim,
brinquedos. Estávamos em uma escola pública de uma cidade pequena (12 mil
habitantes) do Rio Grande do Norte. A criançada queria saber de onde vem a
determinação de que meninas brincam de bonecas e meninos brincam de carrinho.
De onde vem
isso?
Quem decide que
as meninas são rosa e os meninos são azul é a sociedade.
Da mesma forma,
as pessoas determinam que meninas brinquem de boneca e fogãozinho enquanto
meninos brinquem de guerra e carrinho.
Tem de ser
assim? Não. Eu, menina, nunca tive fogõezinhos porque não me interessava por
culinária. Mas adoro carros.
O mesmo vale
para os meninos.
MENINOS
E BONECAS
Na discussão na
escola potiguar, o advogado e ativista Gustavo Barbosa fez uma pergunta
interessante: qual é o problema de um menino brincar com uma boneca? “O risco é
que ele se tornará um bom pai?”
Pois é.
Meninos e
meninas têm o direito de brincar, de escolher seus brinquedos e de decidir para
quais áreas têm aptidão.
Quando a
criança brinca, ela ativa o cérebro por meio da imaginação, da capacidade de
concentração e da escolha de alternativas. Isso é super importante para o seu
desenvolvimento (leia aqui).
Então vamos
deixar as crianças brincarem com liberdade.
O mundo será
melhor quando os meninos e meninas não forem recriminados pela escolha dos seus
brinquedos. Quando puderem desenvolver suas aptidões sem ser talhados por
preconceitos.
E quando as
meninas puderem brincar de carrinho e os meninos, de boneca.
Fonte: http://abecedario.blogfolha.uol.com.br/2014/02/19/o-mundo-sera-melhor-quando-os-meninos-brincarem-de-boneca/ - pesquisa: 29/7/2014
Quem não sabe debater xinga
Por sabine - 21/02/14 12:32
Faz um tempo que eu estava planejando escrever sobre argumentação
e debates. O meu último post “O mundo será melhor quando os meninos brincarem de boneca” foi o estímulo que me faltava.
Explico.
Até o momento em que escrevo essas palavras, o post sobre meninos
e bonecas coleciona quase 300 comentários. Eu não contei, mas chutaria que pelo
menos 80% deles não trazem argumentação, mas xingamentos.
O post defende a ideia de que as crianças sejam deixadas livres
para brincar com o que quiserem, sem que pais e educadores determinem o que é
de menino e o que é de menina. Simples assim.
No meu debate, convido os leitores a refletirem sobre de onde vem
a ideia de que rosa é para meninas e azul é para meninos.
Nos comentários, fui chamada de lésbica, nazista, petista,
ativista do homossexualismo. O texto foi chamado de patético, fútil, inútil. Um
leitor me convidou a morrer.
Dentre os que discordaram de mim, poucos leitores trouxeram de
fato argumentos sobre o texto e novos convites à reflexão.
Lembrei, então, dos debates dos quais participei na minha
temporada na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
Lá, assim como em qualquer instituição de ensino americana,
debates são extremamente comuns e fazem parte da rotina desde a escola.
Os alunos aprendem a debater defendendo suas ideias sem atacar o
interlocutor pessoalmente.
Ou seja: se eu discordo de um texto, eu argumento contra o texto.
Mas não chamo o autor de feio, bobo ou burro.
BONS DE DEBATE
Isso faz com que os americanos sejam muito bons em debater em alto
nível sem que os debatedores deixem, por exemplo, de ser amigos.
Já vi dois debatedores saírem da sala de aula após uma discussão
fervorosa e seguirem para tomar uma cerveja como bons e velhos amigos.
Não é incrível?
Falta, no nosso sistema educacional, o incentivo ao debate, à
argumentação e à contra-argumentação. Faz falta que os professores convidem os
alunos a pensarem sobre aquilo que eles estão ensinando e perguntem: “o que
você acha disso?”
Não aprendemos a debater. E, sem saber como agir, acabamos
xingando aquilo com o qual não concordamos.
Tentei responder a maioria dos meus posts ofensivos convidando os
leitores a desenvolver a crítica que queriam fazer.
Muitos ainda não me responderam de volta. Mas já fico feliz que
meu blog esteja servindo como um espaço de treinamento para promover uma
discussão em alto nível.
E convido todos os que estiverem lendo o post a participar disso!
Fonte: http://abecedario.blogfolha.uol.com.br/2014/02/21/quem-nao-sabe-debater-xinga/ pesquisado em: 29/07/2014
Rubens Alves
Era prazer? Era.
Mas era mais que prazer. Era alegria.
A diferença? O prazer só existe no momento.
A alegria é aquilo que existe só pela lembrança.
O prazer é único, não se repete.
Aquele que foi, já foi. Outro será outro.
Mas a alegria se repete sempre.
Basta lembrar.
Mas era mais que prazer. Era alegria.
A diferença? O prazer só existe no momento.
A alegria é aquilo que existe só pela lembrança.
O prazer é único, não se repete.
Aquele que foi, já foi. Outro será outro.
Mas a alegria se repete sempre.
Basta lembrar.
Rubens Alves
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são
asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
A minha imagem da Copa
Fiquei apaixonada nessa reportagem, que demonstra que não é por ser famoso que a pessoa não pode fazer gentileza aos outros. E essa também é uma das minhas imagens da copa.
Por Jairo Marques
24/06/14 13:06
Ainda faltam um queijo e uma rapadura
para acabar o Mundial, mas já elegi a minha imagem que marcará essa competição
para sempre:
Claro que só poderia ser a do
meio-campista Mark Bresciano, da Austrália, que, na semana passada, entrou em
campo ao lado do garoto Alan, que usa muletas.
Mais do que isso, o craque se abaixou,
no meio do gramado, e fez a gentileza de amarrar as chuteiras do moleque.
Tem que essa imagem é honesta, não tem
apetrechos, não tem mimimis. Ela mostra uma criança com deficiência de verdade
fazendo aquilo o que diversas outras também fizeram: acompanhou uma seleção
entrar em campo durante uma Copa do Mundo.
Essa demonstração tem o poder de
valorizar as diferenças e as necessidades particulares das pessoas. Tem potencial
para instigar que mais gente acredite que cada um joga da maneira que consegue,
que bem entender.
Poxa, imaginem vocês se a seleção
brasileira entrasse em campo acompanhada de toda a diversidade que compõe o
nosso país: um pretinho, um cadeirantinho, um japinha, um indiozinho, um
downzinho…. isso sim seria impactar o planeta.
A questão não é fazer uma caridade para
um desgraçado, é mostrar que na nossa festa todo o mundo pode brincar, pode
sonhar, pode se divertir, pode torcer.
Já se sabe que ganhará o melhor, o mais
forte, o mais concentrado o mais blablabá, então, que bacana é compartilhar uma
mensagem de que sonhos são possíveis sempre e para qualquer pessoa?
Quando o jogador ajudou Alan, ele deu
um recado de humildade e de inclusão. Nenhuma parafernália vai substituir a
dedicação e a vontade do coração e da alma humana.
Voltei...
Já se passaram quase três anos da minha última postagem,
pensei até em abandonar o blog, afinal o facebook está bombando muito mais, no
entanto, resolvi trabalhar os dois.
Estamos com novas turmas. Novas ideias e recomeçando de
novo.
Por isso, mãos a obra.
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